quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pretensão

Bailarina dança solta folha verde descontinuada dos cachos que o vento balança e o vestido que urge na franja do vento. Daquela pele morena salta arrepio que novamente ao vento espraia o doce perfume de pitangas ao meio dia. A musica continua e o ardor de pés cansados não pode mais ser percebido. Vi a lua naquele instante enamorar-se pelo sol e tudo que restou fora a sombra do teu olhar e tua mão na minha mão. Giro entorno do corpo inclinado como coqueiro no litoral e a saia roda gira e torna ao mesmo lugar de outrora. Um toque suave calor da manhã outonal e o encostar do meu rosto no seu me faz querer ser uno em tua densa natureza selvagem. Vi  ali o verbo se fazer carne e carne se dissipar no horizonte das ilusões e chuva cai mão se vai não atrai, fulgaz.