Hoje não haverá almoço em familia, pois o ingrediente especial está em falta: as pessoas. Hoje também não haverá praia, muito menos sol. Os dias já começam nublados e o céu coberto de nuvens. Elas estão prontas para descarregar a tempestade que assola os corações mais aflitos: a saudade. Os domingo tem um gosto todo especial, um gosto metálico... um gostinho de cobre; doce. E que faz o céu da boca entrar em um estranho frenesi durante alguns milésimos de segundos. Não vou sair hoje, pois estalactites transparentes e afiadas como vidro podem cair e cortar. Podem até cortar o meu peito. Ora vejam só! O que seria de mim sem a outra metade dele? Esse é o mistério que só o final do domingo vai me fazer sentir. Ou o resto dos outros dias, meses e anos irão.
domingo, 30 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Querer o não querer teu
Não vejo d'onde inveja vem
Culmina fogo que se alastra além
Limita ao lamento à lama visceral
Que sempre estará no destino de outrem
- De quem?
Vaga às voltas, viva, velha e vã
Um sentimento sujo e acompanhado
Que, na superfície de sangue pisado,
Prega as peças no destino que lhe convém
- À quem?
Encerra tormenta, granizo e nevasca
Torna fogo de palha incêndio e lava
Empurrando faceiro o vento à fornalha
Cujo corpo emudece nas rimas do desdém
-Ninguém?
Tendo dito o indizível ou impróprio
Responda sem medo, receio ou ódio:
Poderias querer do fundo algo
Pelos meios dignos que você tem?
-Além!
E. Oliver
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