Quando penso em você,
Não penso: Você, pense!
-Ouça! o ruído dos pensamentos
maximizando a catacrese de nosso bem querer.
Penso que penso, mas não penso.
Penso no que pensei,
e que se não pensado direito.
haveria de ter pensado em você.
Confusão, desilusão, solidão, proporção.
Glória, êxtase, calmaria e aliteração
Tudo se desmancha como se desmancha
a montanha de barro na terra do sentir.
Em você; sobre você; sob você; dentro de você
Fora de mim, por cima de mim, sem mim.
Uma morte preta, de fora pra dentro
e de dentro para tudo: o resto.
Meus pensamentos são metáforas iluminadas
que pingam viscosidades enegrecidas, derretidas.
Fundidas de ideias hiperbólicas.
domingo, 1 de maio de 2011
Janela do peito
Não posso calar.Ouvir sem nada falar,
Bem-dizer sem amar por inteiro.
Mesmo assim vou cantar o teu nome ao mar,
Sem que escutes o ecoar marinheiro.
Cada verso final que, na força animal,
Retorna aos ouvidos do amante.
E na barca se vai todo amor que contrai
Num sussurro o final da um gigante.
Alvores matinais e presenças irreias,
Sopro esguio leva e trás: palavras.
Na maré do pensamento, com a força do momento
Fruto de tantos lamentos: escalavra.
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