Não posso calar.Ouvir sem nada falar,
Bem-dizer sem amar por inteiro.
Mesmo assim vou cantar o teu nome ao mar,
Sem que escutes o ecoar marinheiro.
Cada verso final que, na força animal,
Retorna aos ouvidos do amante.
E na barca se vai todo amor que contrai
Num sussurro o final da um gigante.
Alvores matinais e presenças irreias,
Sopro esguio leva e trás: palavras.
Na maré do pensamento, com a força do momento
Fruto de tantos lamentos: escalavra.