terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sonnet du passé

Tentando e contando seus passos no jardim
Fico a pensar o que vai ser de mim
Tudo do intenso é muito bom e ruim:
Gotas temperadas nos lados. No vão

O delatador vem depressa à face do querubim
E o lado que grita, clama e chora pelo fim
Vários regressos feitos com desejo, enfim:
Pois entornaste tua sorte pelo chão

De tudo que hoje tenho, nada me contenta
Tua sombra me persegue. Teu cheiro me atormenta
Fito passos na escada com vigília de um cão

Caço hoje escuro faminto vento
O vácuo na alma se passa por alento
Existe o breu de cor carmim


Ewerton Oliver.